Virginia. Os dias se arrastavam naquele verão. Havia chovido mas o calor impertinava. Virginia chegará há dias na sua cidade natal, ao seu passado que ainda insistia em se atualizar a cada encontro, a cada esquina e a cada saudade. De suas batalhas subjetivas, a que recém chegara, cumprida, com êxitos, não teve muito tempo pra entender e comemorar. Logo começaram os perceptíveis desequilíbrios de sua tia nos dias que antecediam o natal. Parecia que estava tudo fora de lugar, as pessoas, as coisas, os corações. Ela, com sua perspicácia rotineira de em instantes fazer leituras de situações, intenções e pensamentos, rapidamente sentiu. Desde ai, conscientizou-se mais uma vez pelos duros golpes do destino que lhe concedeu sanidade demais, sensibilidade demais, inteligência demais também... da realidade que, horas parecia sem fim, numa infundada lógica dos momentos, do caos, e outrora como num segundo de reajuste do planeta e de seus eixos, as coisas realmente se encaixavam, as pessoas s...
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